O betão abaixo da placa de base é simulado pelo subsolo de Winkler com rigidez uniforme, que fornece as tensões de contacto. A tensão média na área efetiva determinada pela EN 1993-1-8 é utilizada para a verificação normativa à compressão.
A resistência do betão em compressão triaxial é determinada com base na EN 1993-1-8, calculando a resistência de cálculo ao esmagamento do betão na junta, fjd, sob a área efetiva, Aeff, da placa de base. A resistência de cálculo ao esmagamento da junta, fjd, é avaliada de acordo com a Cl. 6.2.5 da EN 1993-1-8 e a Cl. 6.7 da EN 1992-1-1. A qualidade e espessura da argamassa de nivelamento são introduzidas pelo coeficiente de junta, βjd. Para qualidade de argamassa igual ou superior à qualidade do bloco de betão, espera-se βjd = 1,0; a EN 1993-1-8 recomenda o valor βjd = 0,67. A área efetiva, Aeff,cm, sob a placa de base é estimada com a forma da secção transversal do pilar aumentada pela largura de apoio adicional, c.
onde t é a espessura da placa de base, fy é a tensão de cedência da placa de base e γM0 é o coeficiente parcial de segurança para o aço.
A área efetiva é calculada por iteração até que a diferença entre as larguras de apoio adicionais da iteração atual e da anterior |ci – ci–1 | seja inferior a 1 mm. Na primeira iteração, a área da placa de base é assumida como área de apoio, Ac0.
A área onde o betão está em compressão é obtida dos resultados da análise por elementos finitos. Esta área em compressão, Aeff,FEM, permite determinar a posição do eixo neutro. O utilizador pode modificar esta área editando "Área efetiva – influência do tamanho da malha" nas definições normativas. O valor predefinido é 0,1, para o qual foram realizados os estudos de verificação. Não é recomendável diminuir este valor. Aumentar este valor torna a avaliação da resistência ao esmagamento do betão mais conservadora. O valor nas definições normativas determina o limite da área, Aeff,FEM; por exemplo, o valor 0,1 considera apenas as áreas onde a tensão no betão é superior a 0,1 vezes a tensão máxima no betão, σc,max. A interseção da área em compressão, Aeff,FEM, e da área efetiva, Aeff,cm, permite avaliar a resistência para uma base de pilar com carregamento geral, de qualquer forma de secção e com quaisquer enrijecedores, sendo designada por Aeff. A tensão média σ na área efetiva, Aeff, é determinada como a força de compressão dividida pela área efetiva. A verificação normativa do componente é em tensões σ ≤ fjd.
Resistência do betão à compressão concentrada:
Fator de concentração que tem em conta o aumento da resistência à compressão do betão devido ao estado triaxial de tensões:
onde Ac1 é a área de apoio determinada de acordo com a EN 1992-1-1 – Cl. 6.7. A área deve ser concêntrica e geometricamente semelhante à área de apoio Aeff.
Tensão média sob a placa de base:
Utilização à compressão [%]:
onde:
- fck – resistência característica à compressão do betão
- βj = 0,67 – fator de qualidade da argamassa de nivelamento, editável nas definições normativas
- γc – coeficiente de segurança para o betão
- Aeff – área efetiva sobre a qual a força normal do pilar N é distribuída

A área efetiva, Aeff,cm, calculada de acordo com o EC para compressão pura, está assinalada com linha tracejada. A representação gráfica mostra o método de verificação normativa. A área efetiva calculada, Aeff,fem, está assinalada a verde. A área efetiva final, Aeff, para verificação normativa das tensões de contacto, está destacada com hachura.

Em casos raros, especialmente quando a base do pilar é carregada apenas por força de tração (a compressão no betão é causada por forças de alavanca) ou por força de tração e momento fletor, a interseção das áreas Aeff,cm e Aeff,fem é extremamente pequena ou inexistente. Nestes casos, as forças de compressão são geralmente muito pequenas, a verificação normativa está fora do âmbito do Eurocódigo e o betão em compressão não é verificado.
Sensibilidade da malha
Este procedimento de avaliação da resistência do betão à compressão é independente da malha da placa de base, como se pode observar nas figuras abaixo. É demonstrado no exemplo de avaliação do betão em compressão de acordo com o EC. Foram investigados dois casos: carregamento por compressão pura de 1200 kN e carregamento por combinação de força de compressão de 1200 kN e momento fletor de 90 kN.

Influência do número de elementos na previsão da resistência do betão à compressão no caso de compressão pura

Influência do número de elementos na previsão da resistência do betão à compressão no caso de compressão e flexão
Corte no bloco de betão
O corte no bloco de betão pode ser transferido por um dos três meios:
- Atrito
Vrd = N Cf - Chaveta de corte
A chaveta de corte e as soldaduras são também verificadas por elementos finitos. - Âncoras
A verificação normativa é efetuada de acordo com a ETAG 001 – Anexo C
onde:
- AV,y, AV,z – áreas de corte da secção transversal da chaveta de corte nas direções dos eixos y e z
- fy – tensão de cedência
- γM0 – coeficiente de segurança
- Vy – componente da força de corte no plano da placa de base na direção y
- Vz – componente da força de corte no plano da placa de base na direção z
- V – força de corte (soma vetorial de ambas as componentes da força de corte)
- N – força perpendicular à placa de base
- Cf – coeficiente de atrito entre aço e betão/argamassa de nivelamento; editável nas definições normativas
- A = l b – área projetada da chaveta de corte excluindo a parte acima da superfície do betão
- l – comprimento da chaveta de corte excluindo a parte acima da superfície do betão
- b – largura projetada da chaveta de corte na direção da carga de corte
- σRd,max = k1 v' fcd – tensão máxima que pode ser aplicada nas arestas do nó
- k1 = 1 – fator (EN 1992-1-1 – Equação (6.60))
- v' = 1 – fck / 250 – fator (EN 1992-1-1 – Equação (6.57N))
- – valor de cálculo da resistência à compressão do betão
- αcc – coeficiente para efeitos de longa duração na resistência à compressão do betão
- fck – resistência característica à compressão do betão
- γc – coeficiente de segurança para o betão

